As Redes Sociais Não São Sociais - Matheus Sodré
Podemos associar o fenômeno dos algoritmos de redes sociais às sombras da Caverna de Platão.
Não sabemos onde começa a nossa identidade e a sobreposição do algortimo nela.
Com Moderação Frouxa, Propaganda Nazista Escancarada Circula no Twitter
Acreditamos que temos controle sobre o que vemos, moldamos isso a nossa imagem e semelhança e não entendoms que existe um escultor por trás do reflexo que está atrás do espelho.
Conseguimos entender que o poder é exercido a partir de uma lógica de porder sobre o controle de informação.
Regime da Informação: faz uma comparação com o regime disciplinar proposto por Foucault.
“Chamamos de regime de informação a forma de dominação na qual informações e seu processamentos por algoritmos e inteligência artificial determinam decisivamente processos sociais, econômicos e políticos.
Em oposição ao regime disciplinar, não são corpos e energias que são explorados, mas ==informações e dados==.
Não é, então, a posse de meios de produção que é decisiva para o poder, mas o ==acesso a dados== utilizados para vigilância, controle e prognóstico de comportamento psicopolíticos.”
“O telefone móvel como aparato de vigilância e submissão explora a liberdade e a comunicação. ==Nos regimes de informação, as pessoas não se sentem, além disso, vigiadas, mas livres==. Pradoxalmente, é o sentimento de liberdade que assegura a dominação”
“A dominação se faz no momento em que liberdade e vigilância coincidem”
What Happens When You Become Viral Content Without Your Consent
Panopticontent
As redes sociais são um painel de botões limitados que, portanto, permite uma produção limitada de identidade, confinada a suas funções.
Elas mediam quem somos e o que vêem de nós.
A forma como você se apresenta nas redes sociais está competindo com todos os outros estímulos e formas de apresentar conteúdo na plataforma.
Cada vez mais estamos confinados em uma linguagem que precisa chamar a atenção para que sejamos minimamente vistos.
Para que você exista virtualmente, até mesmo para seus prórpios amigos e familiares, é necessário postar de uma forma que seja, no mínimo, visualmente chamativa, para que o algoritmo não te coloque abaixo em nível de prioridade para essas pessoas.
Por isso, toda vida digital tem cada vez mais cara de publicidade paga.
Começamos a incitar no outro desejo para recebermos validação virtual na forma de engajamento.
Ness atualização do Mito de Narciso, ficamos tão enamorados pelo nosso reflexo distorcido, que esquecemos de tudo que fica de fora.
Começamos a viver nio mundo real para abastecer esse reflexo e torná-lo ideal, mesmo às custas de distorções da vida real, como procedimentos cirúrgicos.
Substituimos o nosso referencial de auto-imagem, migrando-o de um espelho para uma lente distorcida.
Quando mais enamorados ficamos com esse reflexo, mais rebaixamos nossa ideia de humanidade para nos fazermos caber dentro da máquina.
Assim, acabamos seduzidos por um espelho gerido por empresas privadas, ceddendo cada vez mais a nossa autonomia digital e, por que não, existencial.
O monstro final do filme, nada mais é, que um Picasso de expectativas femininas
Doppelgänger - Uma Viagem Através do Mundo-Espelho - Naomi Klein