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Exaustos - Lucas Freire

Cap. 1) Na esteira da loucura: a corrida sem fim

Crenças arraigadas na sociedade:

  1. Empresas que valorizam funcionários que podem lidar com múltiplas tarefas e acumular cada vez mais trabalho sem reclamar
  2. Imagens de “super-humanos” que a mídia glorifica, com histórias de resiliência e superação para atingir objetivos inimagináveis
  3. Culto à produtividade que permeia a nossa sociedade, desmerecendo e ignorando os custos à saúde do indivíduo, da comunidade e do planeta
  4. Gurus que vendem cursos para torná-lo, a cada dia, “10% melhor”, desbloqueando a sua “melhor versão”

“A multitarefa constante mantém o corpo em um estado de alerta elevado, liberando hormônios do estresse, como cortisol e adrenalina”

==Multitarefa = ilusão==

“Quando foi que começamos a medir o valor de uma vida pela quantidade de trabalho que se pode espremer entre o nascer e o pôr do sol?”

O mito da produtividade 24/7 é uma farse que custa caro.

Devemos enxergar o trabalho não como um fardo, mas como uma parte significativa da vida, que merece ser vivida com paixão, não dor.

==Produtividade -> Qualidade de Vida==

“A internet, que prometia ser uma ponte para novos horizontes, tornou-se uma âncora, pesando sobre os ombros de quem não consegue deslogar”

A agitação constante da conexão leva à perda de referências (Byung-Chul Han).

Sobrecarga de Informações -> Expectativas Irreais

A negação do negativo (excesso de positividade, Byung-Chul Han) nos impede de experienciar a verdadeira felicidade, pois ela se torna apenas mais uma demanda, mais um produto.

Mercantilização da Felicidade

Publicidade -> O aumento contínuo da produtividade, longe de nos libertar, criou formas de escravização.

A busca pelo crescimento não é um fim em si, mas um meio para alcançar um estado mais pleno de existência humana (J. S. Mill).

Vivemos em uma sociedade que não para de se ocupar.

Não temos espaços dedicados ao play.

Hipermodernidade (Gilles Lipovetsky):

  • Hiperconsumo
  • Hiperindividualismo
  • Hiperconectividade

Cap. 2) A sociedade dos zumbis: Os cativeiros neurológicos

Consumir para produzir conteúdo: valor da experiência é, parcial ou totalmente, influenciado pelo potencial de compartilhamento e de apreciação virtuais (Sociedade da Performance).

Nos tornamos prisioneiros de uma narrativa que exige validação constante.

Fatores sociais e culturais:

“Em um mundo que nos vende a idedia de que tudo pode ser acelerado, talvez a verdadeira sabedoria esteja em saber quando desacelerar

Cap. 3) As neuroprisões

Neuroprisão: novas formas de cativeiro, que não prendem o corpo, mas acorrentam a mente; subprodsuto da era do Hiperconsumo.

-> Subjugação do nosso neuroespaço a impulsos incessantes de consumo exacerbado.

Membros da família, cada um imerso em mundo digitais e consumistas próprios.

“Vender e consumir ainda é mais importante do que cuidar e regenerar, mesmo com as principais cidades do mundo atingindo recordes de temperatura, mesmo com os nossos filhos absorvendo micropartículas de plástico, poeira e fuligem, que colocam em risco a saúde das novas gerações e do planeta”

Fear Of Switching Off se manifesta mesmo em momentos de descanso, como feriados, fins de semana e férias.

A produtividade, uma vez vista como um valor inerentemente positivo, transformou-se em uma armadilha insidiosa.

Até nossos momentos de lazer, de descanso e de autoconhecimento forma colonizados pela lógica produtivista.

Neuromarketing:

  1. Consumo compulsório
  2. Digi-distração familiar
  3. Infantilização tecnológica
  4. Desconexão emocional
  5. Deseducação emocional
  6. Legião de solitários

Modus operandi das empresas se adaptou:

  1. Marketing ético
  2. Espiritualidade corporativa

Cap. 4) Restaurando as fronteiras mentais